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Anunciada por Temer, construção de novos presídios não tem prazo para ocorrer

Anunciada por Temer, construção de novos presídios não tem prazo para ocorrer



Anunciada pelo presidente Michel Temer nesta quinta-feira (5) como uma das medidas "concretas" para aperfeiçoar o sistema prisional do país, a construção de cinco novas penitenciárias federais ainda não tem uma data para ser concretizada. A ausência de um prazo foi confirmada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em coletiva à imprensa, após encontro do núcleo institucional do governo, comandado por Temer. "Nós vamos verificar um presídio em cada uma das regiões, e aí abrir imediatamente a licitação. Já temos um modelo, o projeto executivo do presídio, isso já se ganha tempo. Mas não é possível falar num prazo, porque a licitação nem foi aberta ainda", afirmou Moraes. "O presidente tomou todas as medidas concretas pra que possamos iniciar a resolução de um problema brasileiro que não é de agora, não é de 2 anos, é um problema há décadas", emendou. Antes das declarações do ministro, o presidente Michel Temer anunciou na abertura da reunião do núcleo institucional que o governo deverá investir entre 40 milhões a R$ 45 milhões por unidade. Também nesta quinta, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que o governo investirá R$ 450 milhões no monitoramento de fronteiras. "Vamos dobrar os recursos que foram expedidos no ano anterior e adquirir ferramentas tecnológicas, como radares móveis e sensores", afirmou Jungmann após mencionar a cifra de R$ 450 milhões. Segundo ele, também será mantida por tempo indeterminado a operação Ágata, que integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) do governo federal, criado para prevenir e reprimir a ação de criminosos na divisa do Brasil com dez países sul-americanos. Desde 2011, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) coordena uma ação de grande escala com o objetivo de fortalecer a segurança dos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil. Ao longo da operação, militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira realizam missões táticas destinadas a coibir delitos como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, imigração e garimpo ilegais.

Estadão Conteúdo

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