José Luiz Datena sobre a Record: “Tens uns caras lá que eu odeio de paixão”
Ao longo de sua carreira, José Luiz Datena já deu provas de que não tem papas na língua. E esta característica de falar o que bem entender ganha um viés ainda mais forte se considerarmos que ele comanda um programa policial, onde parece ter irrestrita liberdade editorial. Durante o “Brasil Urgente” (Band) desta quarta-feira (26), o jornalista relembrou histórias de suas passagens pela Record.
Outrora crítico ferrenho de Edir Macedo, ele poupou o fundador da Igreja Universal de comentários mais ácidos, mas ainda assim, deixou escapar que fez inimizades durante o período em que esteve na emissora. “O bispo [Honorilton] Gonçalves não deve gostar mais de mim, mas eu não tenho nada contra ele, foi um grande amigo, sempre foi um cara muito legal. Também não tenho nenhuma bronca com o bispo [Edir] Macedo, mas tem uns caras lá [na Record] que eu odeio, odeio de paixão”, declarou.
O apresentador teve três passagens pela Record, sendo a última delas a mais conturbada. Em 2011, Datena rescindiu com a Band, seduzido por uma proposta milionária para apresentar o “Cidade Alerta”. Mas bastaram apenas 43 dias de contrato para que o apresentador atingisse o ápice de seu descontentamento: insatisfeito com a censura que a emissora havia lhe imposto e as constantes trocas de horário, o ex-repórter esportivo entregou a sua carta de demissão assim que encerrou o “Cidade Alerta” com um “Muito obrigado pela sua audiência. Até um dia”.
Esta decisão lhe rendeu uma multa rescisória, de cifras tão generosas quanto as que regiam o acordo. Hoje, Datena também voltou a este assunto. “Não tenho queixa nenhuma contra ele [Honorilton Gonçalves], nem do bispo Macedo, só me levaram uma grana violenta que eu devia, mas eu paguei. Agora estou começando a ficar esperto com o que eu devia porque estão entrando com algumas ações e estão ganhando”, completou.
Pouco tempo após esta saída turbulenta, Datena reassumiu o comando do “Brasil Urgente”, onde permanece até hoje.
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